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Cientista político Ricardo Caldas afirma que Bolsonaro está 'Atuando como um típico populista'

Análise

Cientista político Ricardo Caldas afirma que Bolsonaro está 'Atuando como um típico populista'

O cientista político e professor da Universidade de Brasília (UnB), Ricardo Caldas, avalia como um 'ato de populismo' a presença de Bolsonaro em manifestações pró-governo, como a de hoje (17), em frente ao Palácio do Planalto. Ao lado de Bolsonaro estava sua ala de apoiadores, ministros e também o filho deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL).  Na avaliação de Caldas, em entrevista à CNN, o grande símbolo das manifestações para Bolsonaro é poder demonstrar que o povo ainda está ao lado dele. Esta seria uma sinalização de combate às críticas feitas pela academia e pela imprensa ao seu governo e postura diante da pandemia.   “Essa frase dele [Jair Bolsonaro] é muito simbólica, quando ele diz que: ‘o povo está conosco e nós vamos continuar governando para o povo e o povo é o nosso patrão’, é uma típica declaração populista, num sentido neutro do termo. Quando o líder tem uma relação direta com a população, com o povo, do ponto de vista da política”, explica. Esse contato direto descarta a necessidade de intermediação de um partido político, observa Ricardo Caldas, e por isso ele está, atualmente, sem filiação à qualquer partido. “Ele está atuando como um típico populista, se relacionando diretamente com a sua base eleitoral”. 

Bolsonaro e ministros participam de manifestação pelo fim do isolamento social - VEJA VÍDEO

'CLOROQUINA'

Bolsonaro e ministros participam de manifestação pelo fim do isolamento social - VEJA VÍDEO

O presidente Jair Bolsonaro foi ao Palácio do Planalto no fim da manhã deste domingo para, mais uma vez, acompanhar uma manifestação em seu favor. Ele apareceu no alto da rampa do prédio às 12h12, acompanhado de alguns de seus ministros: Augusto Heleno (Gabinete de Segurança Institucional), André Mendonça (Justiça e Segurança Pulblica), Luiz Eduardo Ramos (Secretaria de Governo), Onyx Lorenzoni (Cidadania), Tereza Cristina (Agricultura), Bento Albuquerque (Minas e Energia), Jorge Oliveira (Secretaria-Geral da Presidência), Marcos Pontes (Ciência e Tecnologia), Ernesto Araújo (Relações Exteriores) e Abraham Weintraub (Educação).