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Comia tripas e lesma': brasileiros vítimas de tráfico humano na Ásia conseguem voltar para casa após 4 meses

Atraída por uma proposta de trabalho sedutora em Bangcoc, na Tailândia, divulgada nas redes sociais, Nathalia Belchior Munhoz, de 25 anos, moradora de Ribeirão Pires (SP), decidiu apostar todas as fichas no que, acreditava até ali, seria uma grande oportunidade para mudar o patamar de sua vida e, sobretudo, de suas filhas. Afinal, viveria em uma das capitais mais agitadas do mundo, num país de praias paradisíacas, e havia a promessa de que ganharia, por mês, US$ 1,5 mil dólares – cerca de R$ 8 mil, para um trabalho simples, em um call center. Para a primeira viagem a um país desconhecido, resolveu convidar o amigo, Patrick da Silva Palma de Lopes, também de 25 anos, para acompanhá-la. Eles embarcaram no dia 12 de julho. Começava ali, já no desembarque, o que a família define hoje como um pesadelo, que se estenderia pelos quatro meses seguintes. Sob ameaça armada de uma milícia asiática, eles foram sequestrados, tiveram meios de contato limitados e, vítimas de tráfico humano, foram obrigados a trabalhar em um esquema internacional de extorsão, em condições análogas à escravidão.