O deputado federal Manoel Júnior (PMDB) declarou, ao Blog do Gordinho, que pedirá, em tempo hábil, pela celeridade da Operação Lava Jato, que incluiu no final de abril o nome do peemedebista na lista de investigados. O parlamentar paraibano foi citado como um dos nove investigados pela Operação Lava Jato sob a suspeita de atuar em conjunto para achacar o grupo Schahin.
“Quero que tudo fique esclarecido. Essa pecha não cabe em mim. Nunca fiz nenhum tipo de pressão em nenhum grupo. Não temo de forma nenhuma. Quero que investigue logo. No tempo certo vamos pedir celeridade e mostrar o que aconteceu verdadeiramente. Minha consciência está tranquila”, declarou.
Existe a suspeita, segundo o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, de que Manoel Júnior e outros parlamentares investigados apresentaram requerimentos e atuaram na Câmara dos Deputados para pressionar o grupo Schahin por causa de uma disputa com o corretor de seguros Lúcio Bolonha Funaro, que é próximo ao então presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB).
Eleições
Sobre as eleições em João Pessoa, onde o peemedebista disputa este ano o cargo de prefeito, ele afirmou que inexiste a possibilidade da retirada de sua pré-candidatura. “Nossa candidatura está mais que mantida”, destacou.
Ele comentou também sobre a declaração dada pelo presidente do PMDB da Paraíba, senador José Maranhão, afirmando, na semana passada, que o deputado deveria provar sua inocência para se manter na disputa. Segundo Manoel Júnior a fala de Maranhão foi “deturpada”.
“Eu vi a declaração de Maranhão e ele não disse nada disso. Na verdade eles deturparam a fala dele. Maranhão me conhece. Ele me conheceu com 16 anos, conhece minha vida toda. O que fiz foram dois pedidos de requerimentos para investigar o uso de dinheiro público. Desde quando isso é crime? Estava fazendo o meu papel de fiscalizador público”, disse.
Fonte: Blog do Gordinho