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Governo Michel Temer vai virar filme de Bruno Barreto, com aval do ex-presidente

É ele o tema de seu novo filme -ou série, que já está em pré-produção, e cujo formato depende "do quanto render"

Brazilian President Michel Temer gestures during the inauguration ceremony of the new Director General of the Brazilian Federal Police Fernando Segovia at the Ministry of Justice in Brasilia, Brazil, on November 20, 2017.  / AFP PHOTO / EVARISTO SA
Brazilian President Michel Temer gestures during the inauguration ceremony of the new Director General of the Brazilian Federal Police Fernando Segovia at the Ministry of Justice in Brasilia, Brazil, on November 20, 2017. / AFP PHOTO / EVARISTO SA
imagem: reprodução/internet

Diretor de longas que vão do clássico “Dona Flor e Seus Dois Maridos” (1976) ao humor escrachado de “Crô: O Filme” (2013), além de uma profícua produção de trabalhos de gêneros variados (“O Que é Isso, Companheiro?”, “Flores Raras”, “Bossa Nova”, entre outros), Bruno Barreto agora só quer saber do ex-presidente Michel Temer.

É ele o tema de seu novo filme -ou série, que já está em pré-produção, e cujo formato depende “do quanto render”.

“Na verdade, não é um documentário especificamente sobre o Temer”, afirma Barreto à reportagem. “É sobre tudo o que veio depois daquela bomba do dia 17 de maio de 2017”, diz. Foi nesta data que veio à tona uma conversa gravada pelo empresário Joesley Batista com Temer, em que ele relata a compra do silêncio do ex-deputado Eduardo Cunha na prisão, e teria recebido o aval presidencial à operação.

A afirmação foi publicada no final da tarde daquele dia, primeiro creditada ao colunista Lauro Jardim, de “O Globo”, e depois confirmada pela Folha. Naquele momento, nenhum dos dois jornais tinha tido acesso às gravações.

Elas só foram tornadas públicas no dia seguinte, 18 de maio, quando a Folha publicou reportagem dizendo que o áudio, na verdade, era inconclusivo a respeito da compra do silêncio de Cunha. A Folha publicou uma correção posterior, como prega seu Manual da Redação.

A tese do aval para a compra de silêncio é uma interpretação da Procuradoria-Geral da República, usada para pedir a abertura de inquérito contra Temer. O pedido foi atendido pelo ministro Edson Fachin, mas a defesa do presidente nega a versão do Ministério Público.

“Não houve um complô”, contemporiza Barreto, que morde e assopra com a mesma intensidade. “O que houve foi que a imprensa caiu de pau em cima dele, na ânsia de teoricamente lutar contra a corrupção”.

O filme (ou série) vai se chamar “963 dias” [tempo em que Temer esteve no poder] e conta com a consultoria do colunista da Folha Elio Gaspari. O projeto vem sendo tocado com o apoio de Elcinho Mouco, marqueteiro de Temer.

Ele está auxiliando na produção, “coordenando a relação”, nas palavras de Barreto, que nega ser chapa-branca.

“Sei que o filme vai levar porrada, já dizem que sou de direita. Eu vou é botar os pingos nos is. Não estou defendendo tese nenhuma, não faço arte militante. Mas que o Temer foi um ótimo presidente, que os juros e o desemprego caíram muito e que a reforma da previdência ia ser votada logo, logo, isso não se pode negar”.

Fonte: Notícias ao Minuto
Créditos: Notícias ao Minuto