A traição do PT paraibano e a missão de Vitalzinho de reestabelecer honra do PMDB e da presidente Dilma

POR ILANA ALMEIDA

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O senador e agora candidato do PMDB ao Governo do Estado, Vital do Rêgo Filho, assumiu um papel de protagonismo que pode mudar os rumos da eleição na Paraíba. Ao decidir pela candidatura própria, o PMDB ganhou novo fôlego, sobretudo pela escolha do nome de Vitalzinho.

O senador paraibano tem tráfego livre em Brasília, é conhecido pessoal da presidente Dilma e do ex-presidente Lula, ficou a frente das principais CPIs e comissões, foi bombardeado nacionalmente para permanecer na defesa do PT e na boa imagem do Governo Federal.

Vitalzinho representa o guerreiro em cima do cavalo, empunhando bandeira, escudo e espada para o combate. O senador do PMDB paraibano não foi poupado, quando quis assumir o Ministério da Integração Nacional foi preterido, jogado aos leões, quase empurrado ao esquecimento político no Ministério do Turismo. E não desistiu.

Vitalzinho brigou pelo PT e na hora que pediu ao PT Nacional que brigasse pela manutenção da aliança que garantiria mais força a candidatura de Dilma no Estado, mais uma vez foi jogado aos leões. Será que ele não tinha razão de fazer esse pedido?

O próprio partido da “companheira Dilma” pulou fora. Deu palavra  e regrediu nos atos. Mudou o discurso do dia para a noite e passou a ver com bons olhos quem antes criticava. O PT tentou levar o PMDB através da interlocução de Luciano e Lucélio Cartaxo para aproximação com o candidato do PSB.

Mas o que é isso, companheiro? Deveria perguntar Dilma. O que está pensando este PT da Paraíba?

O problema é que as apostas de Dilma na Paraíba nem sempre são acertadas. Ela preferiu o ministro Aguinaldo Ribeiro, entregou o Ministério das Cidades e ajudou Aguinaldo a se tornar conhecido e a favorecer escolhidos com o programa “Minha casa, minha vida”. Na hora da verdade, o ministro garantiu apoio ao candidato do PSDB, enquanto o prefeito da capital prefere o candidato do PSB.

Nesse cenário permanece o resistente senador Vital. Defendendo Dilma e a repetição da aliança nacional. Aquilo que todos queriam que acontecesse, menos alguns líderes do PT local, representantes da incoerência.

Uma vez que as decisões mais importantes para a nação passarão, nos próximos dias, pelas mãos de Vitalzinho e foi ele que, no episódio da Paraíba, se posicionou como guerreiro dos interesses federais, deveria passar pelos pensamentos do presidente do partido, Ruy Falcão,  e da presidente Dilma,  um sentimento de maior consideração pelos posicionamentos de Vital. Chegou a hora de Dilma fazer uma aposta acertada e intervir em defesa da candidatura do senador paraibano e manutenção da aliança com PT.

O PMDB anunciou uma nova história na madrugada de terça, quando decidiu que uma ovelha desgarrada não pode desandar o rebanho inteiro, optou pela verdadeira coerência e entregou nas mãos de Vital, Roberto Paulino e José Maranhão a condição para honrar uma vida inteira de tradição política. Falta apenas a aposta nacional.