cauteloso

Moro evita embate com Dino durante sabatina e explica foto: 'Cordialidade'

Essa atitude foi tomada em meio à ameaça de perder seu mandato devido a processos que alegam abuso de poder econômico durante a eleição de 2022.

Foto: © Getty

O senador Sergio Moro (União Brasil) adotou uma postura cautelosa durante a sabatina de Flávio Dino na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), evitando confronto direto o ministro da Justiça, indicado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ao Supremo Tribunal Federal (STF). Essa atitude foi tomada em meio à ameaça de perder seu mandato devido a processos que alegam abuso de poder econômico durante a eleição de 2022.

Moro preferiu abordar temas mais amenos, como a carência de representatividade feminina no STF, sem direcionar críticas diretas ao nome de Dino. Durante o diálogo, ele lembrou a Dino sobre a presença solitária da ministra Carmen Lúcia como a única mulher na Corte Suprema.

Moro também lançou uma pergunta a Dino: “Como ficarão suas redes sociais se Vossa Excelência se tornar ministro do STF?”. Em resposta, Dino afirmou que, caso seja aprovado para o STF, não pretende abandonar completamente as redes sociais, já que elas representam um espaço para expressar duas de suas paixões: o Botafogo e o Sampaio Corrêa.

Além disso, Moro se justificou sobre uma foto que viralizou mais cedo ao lado de Flávio Dino, em que os dois apareceram se abraçando e sorrindo. Segundo ele, foi um “gesto de cordialidade”.

A CCJ sabatina e vota a indicação do senador licenciado e atual ministro da Justiça, Flávio Dino, para o cargo de ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), e a de Paulo Gonet para chefiar a PGR. A arguição dos dois indicados, que acontece de forma conjunta e havia sido marcada para 9h, começou pouco às 9h37.

É a primeira vez que um indicado ao STF é sabatinado junto de outra autoridade. A praxe é que as autoridades escolhidas para o STF sejam arguidas individualmente. No caso de cargos com menos peso, a sabatina simultânea é comum.

Depois da sabatina, cada indicação será votada na CCJ, formada por 27 parlamentares. A aprovação exige a maioria dos votos dos presentes. Em seguida, as indicações serão submetidas ao plenário do Senado, formado pelos 81 parlamentares. No plenário, são necessários ao menos 41 votos para a aprovação. Com o aval dos parlamentares, eles podem tomar posse.

Fonte: R7
Créditos: R7