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Embaixadora dos EUA na ONU defende bombardeio na Síria realizado por Washington: 'Tínhamos motivos para fazê-lo'

Ela defendeu a ação militar de seu país e assegurou que Washington não pode ficar indiferente quando armas químicas são utilizadas, pois considera “um interesse vital de segurança nacional” impedir seu uso e expansão. “Tínhamos motivos para fazê-lo”, destacou Nikki.

United States Ambassador to the United Nations Nikki Haley delivers remarks at the Security Council meeting on the situation in Syria at the United Nations Headquarters, in New York, U.S,  April 7, 2017. REUTERS/Stephanie Keith
United States Ambassador to the United Nations Nikki Haley delivers remarks at the Security Council meeting on the situation in Syria at the United Nations Headquarters, in New York, U.S, April 7, 2017. REUTERS/Stephanie Keith

NAÇÕES UNIDAS – A embaixadora dos EUA na ONU, Nikki Haley, ameaçou nesta sexta-feira, 7, intervir mais uma vez na Síria, um dia depois de um bombardeio realizado por Washington contra posições do regime do líder sírio, Bashar Assad. A decisão foi uma retaliação ao ataque com armas químicas que provocou a morte de cerca de 100 pessoas na terça-feira 4.

“Os EUA tomaram uma decisão muito calculada na noite de quinta-feira. Estamos dispostos a fazer mais, mas esperamos que não seja necessário”, ressaltou Nikki no Conselho de Segurança.

Nikki Haley garantiu que tanto o Irã quanto a Rússia têm responsabilidade pelo ataque químico em razão de sua defesa do regime de Damasco.

Ela defendeu a ação militar de seu país e assegurou que Washington não pode ficar indiferente quando armas químicas são utilizadas, pois considera “um interesse vital de segurança nacional” impedir seu uso e expansão. “Tínhamos motivos para fazê-lo”, destacou Nikki.

Segundo ela, “a mancha moral do regime de Assad já não podia seguir sem resposta” e seus “crimes contra a humanidade já não podiam se encontrar com palavras vazias”. “Era o momento de dizer basta. Mas não apenas dizer. Era hora de agir”, insistiu a embaixadora, deixando claro que o líder sírio “não deve usar armas químicas nunca mais”.

Nikki garantiu ainda que tanto o Irã quanto a Rússia têm responsabilidade pelo ataque químico em razão de sua defesa do regime de Damasco. “Cada vez que Assad cruzou a linha da decência humana, a Rússia o respalda”, disse ela.

A embaixadora também afirmou que a Rússia tem responsabilidade especial como garante o acordo ao qual a Síria aderiu para eliminar todo o seu arsenal químico. Além disso, ela disse que só há três explicações para o “fracasso” russo nesta tarefa: ou Moscou permitiu conscientemente que a Síria mantivesse armas químicas, ou foi “incompetente” em seu trabalho ou o regime de Assad está “achando que eles são tolos”.

“O mundo está esperando que o governo russo atue de forma responsável na Síria, e a Rússia reconsidere sua aliança equivocada com Assad”, destacou. Nikki acredita que os últimos acontecimentos permitirão avançar para uma “nova fase” do processo político na Síria, na qual o governo e seus aliados se comprometam “seriamente” com as negociações.

Fonte: Estadão