Estela Bezerra não digeriu bem, como aparenta, a escolha de João Azevedo - Por Lena Guimarães

Dizem até que a socialista, uma das últimas remanescentes do chamado ‘Coletivo Girassol’, teria chorado... mas de raiva. Semana passada, o entra e sai de integrantes dos movimentos sociais no escritório político da parlamentar, no Centro da cidade, denunciava o estado de espírito de Estela, que tem uma militância considerável dentro do PSB, que vai às ruas e que compra brigas.

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INDIGESTÃO DE ESTELA

Por Lena Guimarães – do Jornal Correio da Paraíba
Fiel escudeira do governador Ricardo Coutinho, a deputada estadual Estela Bezerra não digeriu bem, como aparenta, o fato de ter sido preterida, como pré-candidata a Prefeitura de João Pessoa, em favor de João Azevedo, que tem status de super auxiliar do Governo, com a Secretaria de Infraestrutura, Recursos Hídricos, Meio Ambiente e Ciência e Tecnologia.

Dizem até que a socialista, uma das últimas remanescentes do chamado ‘Coletivo Girassol’, teria chorado… mas de raiva. Semana passada, o entra e sai de integrantes dos movimentos sociais no escritório político da parlamentar, no Centro da cidade, denunciava o estado de espírito de Estela, que tem uma militância considerável dentro do PSB, que vai às ruas e que compra brigas.

Estela sonhava em ser a pré-candidata da legenda, já que concorreu em 2012 com ‘caciques’ da política como José Maranhão e Cícero Lucena e um ‘azarão’, o então petista Luciano Cartaxo. Sem contar com a briga interna que provocou a saída do então prefeito Luciano Agra, que aderiu a Cartaxo pelas mãos de Nonato Bandeira, ex-aliado do PSB.

A socialista ficou em terceiro lugar, no primeiro turno, com 74.498 votos. Conseguiu ultrapassar José Maranhão, três vezes governador da Paraíba, que obteve 4,5 mil votos a menos que Estela, que vinha com uma carga de rejeição alta, de acordo com pesquisas eleitorais divulgadas à época.

Por pouco, não chegou ao segundo turno, já que a diferença entre Cícero Lucena (duas vezes prefeito de João Pessoa) para Estela foi de apenas 672 votos. Quase nada para quem nunca havia entrado em uma disputa política para cargo majoritário.

João Azevedo, por usa vez, anda empolgado com a ideia de entrar de vez na campanha para prefeito, mas ainda é cedo, já que definição mesmo só em junho de 2016, mês das convenções.

Agora, João já teria mando dizer que só aceita seguir na disputa, se não precisar bater chapa nem ter o nome posto em convenção. Bom, por convenção, ele terá que passar de qualquer forma, nem que seja para fazer o tradicional levante de mãos e sair bem na foto, porque a legislação eleitoral exige. Se essa autoconfiança vai garantir essa exigência, é esperar para ver.