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Volta de Juliana Paes e protestos marcam 1° dia de desfiles no Rio

Grande Rio, Paraíso do Tuiuti, Mangueira, Vila Isabel, Império Serrano, São Clemente e Mocidade Independente abriram alas na Sapucaí.

RJ - ARNAVAL 2018/RIO/GRANDE RIO - CIDADES - A rainha de bateria Juliana Paes no desfile da escola de samba Grande Rio no Grupo   Especial do Carnaval do Rio de Janeiro 2018, no Sambódromo da Marquês de Sapucaí, no   centro da cidade, nesta segunda- feira, 12.   12/02/2017 - Foto: ANDRE MELO/ELEVEN/ESTADÃO CONTEÚDO
RJ - ARNAVAL 2018/RIO/GRANDE RIO - CIDADES - A rainha de bateria Juliana Paes no desfile da escola de samba Grande Rio no Grupo Especial do Carnaval do Rio de Janeiro 2018, no Sambódromo da Marquês de Sapucaí, no centro da cidade, nesta segunda- feira, 12. 12/02/2017 - Foto: ANDRE MELO/ELEVEN/ESTADÃO CONTEÚDO

A primeira noite de desfiles do Grupo Especial do Rio de Janeiro foi marcada por protestos e a volta da rainha de bateria mais aguardada da noite, Juliana Paes (foto em destaque). A atriz voltou à frente da Grande Rio, após 10 anos afastada do Carnaval carioca.

Outros artistas como Thaila Ayala, Monique Alfradique, Gretchen, Rita Cadillac, Wanderléa, Paloma Bernardi e David Brazil também abrilhantaram o desfile da escola.

A Grande Rio fez um enredo em homenagem a Chacrinha. Mas, ainda na concentração, a 500 metros da entrada da Marquês de Sapucaí, o último carro alegórico quebrou, e a escola não conseguiu terminar o desfile dentro do tempo, estourando 5 minutos.

O Paraíso do Tuiuti fez um desfile crítico sobre a persistência da escravidão no Brasil e a reforma da Previdência, inclusive com uma ala exibindo uma carteira de trabalho chamuscada.

No final, a agremiação trouxe um vampiro com uma faixa presidencial, representando o “presidente vampiro” do neoliberalismo. Muitos comentaram que o personagem fez alusão a Michel Temer (MDB/SP), mas a escola não confirmou essa afirmação.

A Mangueira desapontou como a primeira favorita ao título do Carnaval carioca de 2018. A verde e rosa exaltou em seu enredo escolas de samba e blocos de rua, e criticou abertamente o prefeito do Rio, Marcelo Crivella (PRB), após o corte de verbas da prefeitura para a folia.

Um dos carros que representou Crivella teve um boneco de Judas e trazia a frase: “Prefeito, pecado é não brincar o Carnaval”. Outro destaque em carro levou faixa com os dizeres: “Olhai por nós, o prefeito não sabe o que faz”.

A Vila Isabel chegou repleta de luminosidade, com fantasias brilhantes e muita luz de LED, para representar as grandes invenções da humanidade. Como rainha de bateria, Sabrina Sato ousou na fantasia. A apresentadora usou um look dourado e transparente chamado Luz da Inspiração. O compositor Martinho da Vila comemorou seus 80 anos de avenida no abre-alas da agremiação.

Após sete anos longe da elite, o Império Serrano retornou ao Grupo Especial e homenageou o sambista Arlindo Cruz, que se recupera de um AVC. E, no enredo, a China foi representada.

A escola teve uma ala com 180 membros, incluindo Maria Rita e Regina Casé, e todos usavam camisas com as frases “Força, Arlindo” e “O show tem que continuar”, além de uma ilustração com o rosto do cantor.

A comissão de frente mostrou guerreiros com bambus e rostos pintados de branco, representando guardiões dos templos dourados.

Na tentativa de conquistar o título inédito no Grupo Especial, a São Clemente fez uma apresentação sobre os 200 anos da Escola de Belas Artes (EBA) do Rio.

A escola colocou o Carnaval dentro do Carnaval, ao levar seis alas inspiradas em desfiles criados por carnavalescos formados no EBA. Além disso, os alunos fizeram fantasias pintadas à mão e participaram da produção no barracão da São Clemente.

Encerrando a noite de desfiles do Grupo Especial do Rio, a Mocidade Independente de Padre Miguel, atual campeã junto com a Portela, exaltou a cultura indiana e mostrou suas semelhanças com o Brasil, até o dia raiar.

Os 265 integrantes da bateria se vestiram como se estivessem a caminho de um casamento indiano. A escola teve elefantes “puxando” o abre-alas e jacarés na frente do segundo carro.

As 28 alas, totalizando 3 mil componentes, seguiram o caminho das Índias na avenida, na tentativa de conquistar o sétimo título da história da Mocidade.

Fonte: Metrópoles
Créditos: Laísa Lopes