JOÃO PESSOA – A noite da Quarta-feira de Fogo, em João Pessoa, dará espaço para uma apresentação inédita na cidade do tradicional Boi da Macuca.
A agremiação pernambucana aportará na Praça das Muriçocas, em Miramar, a partir das 19h, para um cortejo completo, incluindo a Orquestra de Frevo do Maestro Oséas e todas as alegorias.
O desfile acontece junto com o bloco Muriçocas do Miramar.
A passagem do Boi da Macuca pelo pré-carnaval pessoense faz parte de uma turnê inédita do grupo, que já passou por Maceió e Salvador, no começo deste mês. A proposta é de valorização e difusão do frevo no formato completo de uma agremiação
de rua.
Nessa turnê, a Macuca viaja com a alegoria gigante do Boi, estandarte, abre-alas, clarins e a Orquestra de Frevo do Maestro Oséas completa.
Iniciativas dessa natureza são bastante raras. Via de regra, as turnês de frevo envolvem somente apresentações de palco ou uma pequena mostra do que acontece na rua, tendo em vista o custo logístico muito elevado.
Após a apresentação em João Pessoa, o Boi da Macuca encerra a turnê em Olinda, na próxima segunda-feira (3).
HISTÓRICO
O Boi da Macuca, fundado em 1989 pelo Capitão Zé da Macuca, é um símbolo da cultura popular de Pernambuco, com sede na Fazenda Macuca, localizada na zona rural de Correntes, no agreste do estado.
Reconhecida como Patrimônio Imaterial de Correntes e Ponto de Cultura pelo Ministério da Cultura, a instituição preserva e celebra as tradições do frevo e do forró, promovendo uma conexão autêntica entre o interior e o litoral, entre o São João e o Carnaval, entre a tradição e a contemporaneidade.
O Boi realiza cortejos de rua em celebrações tradicionais que vão do Carnaval ao São João. Na folia em Olinda, por exemplo, o desfile da agremiação chega a ser acompanhado por uma multidão de cerca de 15 mil pessoas.
No repertório da Macuca, além de frevos tradicionais, clássicos de referências do forró, como Luiz Gonzaga e Dominguinhos, ganham versões. E também há espaço para a música contemporânea de Pernambuco como Otto, Banda Eddie e Academia da Berlinda.
Fonte: Polêmica Paraíba
Créditos: Polêmica Paraíba