

Com quase 1 milhão de casos suspeitos de dengue registrados desde o início do ano, o país enfrenta uma crise de saúde pública preocupante, com 195 óbitos confirmados e outros 672 em investigação, conforme os últimos dados do Ministério da Saúde. Com a escassez de vacinas contra a epidemia, tanto na rede pública quanto na privada, a população tem buscado em massa os repelentes como forma de se proteger da doença.
Segundo dados da Linx, empresa especializada em softwares para o varejo, a venda de repelentes aumentou significativamente nas farmácias nos primeiros dois meses do ano, com um aumento de 26,4% em volume e 45,5% em faturamento em comparação com o mesmo período do ano anterior. Essa alta na demanda refletiu em uma variação média de 15% nos preços.
No entanto, os principais fabricantes não estavam preparados para um aumento tão expressivo e agora temem que haja escassez do produto nas prateleiras. O motivo dessa preocupação é a dependência da matéria-prima importada, cujo tempo de chegada ao país pode variar entre 30 e 150 dias.
Saiba quas matérias primas são essenciais para a fabricação do repelente
Existem três princípios ativos usados nos repelentes, todos vindos do exterior: icaridina, um ativo de origem natural e de maior eficácia, que proporciona até 10 horas de proteção; deet (dietiltoluamida), o ativo mais antigo, de origem química e inflamável; e o IR 3535, ativo da multinacional Merck.
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Fonte: R7
Créditos: R7