Opinião

PARAHYBA E SUAS HISTÓRIAS: Independente Atlético Clube - Por Sérgio Botelho

Nem só de Astrea vivia a Avenida Monsenhor Walfredo, em João Pessoa, onde também existiu o Independente Atlético Clube.

PARAHYBA E SUAS HISTÓRIAS: Independente Atlético Clube - Por Sérgio Botelho

Nem só de Astrea vivia a Avenida Monsenhor Walfredo, em João Pessoa, onde também existiu o Independente Atlético Clube.

Às vésperas do Carnaval de 1967, por exemplo, o Independente anunciava, em A União, a orquestra do Maestro Vilô, para comandar a folia daquele ano. Tratava-se de uma das orquestras mais festejadas da história dos bailes na capital paraibana, brilhando nos salões do Cabo Branco, do próprio Astrea e da AABB, em todas as épocas do ano.

O Independente, que funcionava à altura do atual Sonho Doce, em frente à Praça da Independência, mobilizou parte da sociedade paraibana, especialmente jovens, de todas as classes, na década de 1960 e parte da de 1970.

Mas não era apenas a Orquestra do Maestro Vilô que brilhava no clube. Também a prestigiada Orquestra Paraibana de Frevos, à frente o maestro Amauri, animou festas no Independente.

O médico José Mário Espínola, por sinal, tem crônicas prazerosas contando histórias vividas, quando ainda jovem, no Independente. Ele e sua família moravam ali bem perto, na Praça Caldas Brandão, a do Hospital Santa Isabel.

Aqueles eram os tempos da Jovem Guarda, e muitos dos conjuntos (assim chamávamos as bandas da época) de então tocaram em bailes à tarde e à noite, especialmente as de sábado, no Independente.

Ali se revezaram Os Quatro Loucos, Os Selenitas, os Tuaregs, The Gentlemen e Diplomatas, assim como se apresentavam no Astrea, no Cabo Branco, na AABB, na Assex (Clube dos Sargentos e Subtententes do Exército), no Clube dos Oficiais do Exército, no Internacional de Cruz das Armas, entre outros.

O mês de junho também movimentava o Independente, com as tradicionais festas juninas. Mas não só de bailes vivia o Independente. Havia também shows de artistas nacionais, e até internacionais, e um ativo grupo de teatro do próprio clube, que promovia semanas dedicadas às artes cênicas.

Enfim, o Independente Atlético Clube, enquanto existiu, brilhou no setor do entretenimento pessoense, sendo parte da memória afetiva da cidade.

Na foto, a Praça da Independência. À direita, a Avenida Monsenhor Walfredo, no trecho onde ficava o Independente Atlético Clube.

Sérgio Botelho

Sergio Mario Botelho de Araujo Paraibano, nascido em João Pessoa em 20 de fevereiro de 1950, residindo em Brasília. Já trabalhou nos jornais O Norte, A União e Correio da Paraíba, rádios CBN-João Pessoa, FM O Norte e Tabajara, e TV Correio da Paraíba. Foi assessor de Comunicação na Câmara dos Deputados e Senado Federal.