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Após o encontro com Temer, o deputado tratou de reunir a bancada da Câmara para fechar apoio a seu nome. Nas conversas, a deputada Tereza Cristina (PSB-MS) chegou a questionar a indicação.
A bancada do PSB na Câmara diz estar disposta a participar de um eventual governo Michel Temer, mesmo se não houver consenso dentro do partido sobre o tema. A bancada já conta com apoio da maioria dos senadores para indicar o futuro ministro da Integração Nacional. A principal resistência a essa participação hoje está entre os governadores do partido.
Após reunião na terça-feira, 3, com o vice-presidente Michel Temer (PMDB), a bancada do PSB na Câmara acertou que indicará o líder do partido na Casa, deputado Fernando Bezerra Filho (PE), para ministro da Integração em eventual governo Temer. Ele é filho do senador Fernando Bezerra Coelho (PSB-PE), que ocupou a pasta durante o governo da presidente Dilma Rousseff.
Após o encontro com Temer, o deputado tratou de reunir a bancada da Câmara para fechar apoio a seu nome. Nas conversas, a deputada Tereza Cristina (PSB-MS) chegou a questionar a indicação. Ela queria que o partido assumisse o Ministério da Agricultura, para o qual gostaria de ser indicada ministra. A pasta, contudo, deve ir para o PP.
Fernando Filho levou a posição da maioria da bancada da Câmara para reunião da direção do partido na noite de terça. No encontro, a bancada do Senado também manifestou apoio à indicação. Único governador do partido presente ao encontro, Paulo Câmara (PE) continuou se posicionando contra a participação do PSB em um eventual governo Temer.
Aliados. Outros governadores do PSB, Rodrigo Rollemberg (DF) e Ricardo Coutinho (PB), também têm resistido a apoiar a participação do partido. Segundo interlocutores dos dois, eles temem que a legenda apoie um governo que não tem respaldo de voto e que pode vir a “degringolar”. Além disso, Rollemberg e Coutinho possuem o PT como aliado em seus governos.
Sem consenso entre parlamentares e governadores, o presidente do partido, Carlos Siqueira, marcou reunião da Executiva Nacional da sigla para a próxima terça-feira, 10, para “bater o martelo” sobre o assunto. A bancada da Câmara tenta construir o consenso, mas já avisou estar disposta a participar de governo Temer mesmo sem apoio dos governadores.
Deputados e senadores afirmam que as bancadas no Congresso são maioria na Executiva Nacional. Lembram ainda que Rollemberg e Coutinho não possuem deputados do PSB do DF e da Paraíba na Câmara, o que diminui o poder de influência deles na decisão do partido sobre apoiar ou não um eventual futuro governo Michel Temer.
Fonte: Estadão